COMUNICAÇÃO É TROCA DE EMOÇÃO - Milton Santos

terça-feira, 22 de junho de 2010

AGB FORTALEZA - ENG

Geógrafos e simpatizantes,

Estamos enviando aqui o convite para monitoria ENG. Algumas dúvidas
frequentes:

Precisa estar inscrito no ENG? não, não precisa. Precisa ser associado de
alguma seção local da AGB para solicitar certificado de monitoria;
Precisa 'trabalhar" todos os dias? Não, tu trabalha os turnos que tu puder
trabalhar. O importante é aproveitar o encontro.
E alimentação e alojamento? A alimentação está garantida para os turno
"trabalhados" , alojamento é normal, somente para quem estvier inscrito..
Até quando preciso me inscrever? até os 46 minutos do segundo tempo!
O que precisa? Preencher a ficha de inscrição (abaixo do convite) e enviar
para: monitoria-eng2010@ agb.org.br
Para entrar no Yahoo Grupos: monitoria_eng_ 2010-subscribe@ yahoogrupos. com.br

Peço por favor que repassem para suas listas!

Grande abraço e até o ENG!!!!

Convite à monitoria do XVI ENG.

Entre os dias 25 de julho a 31 de julho de 2010 ocorrerá o XVI Encontro
Nacional de Geógrafos, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. É com
imenso prazer que a Associação dos Geógrafos Brasileiros, através da Seção
Local Porto Alegre, convida todos e todas para participação ativa no ENG. O
tema deste ENG será “Crise, Práxis e

Autonomia: Espaços de Resistência e de Esperança”.

Acreditamos que a participação no encontro não pode ser uma participação

fragmentada, acreditamos que o papel do monitor é tão importante quanto a
participação dos conferencistas. Por isso, o convite à monitoria está aberto
a todos agebeanos, de todas as seções locais, professores, doutores,
bacharéis, estudantes da graduação e da pós-graduação que acreditam que a
participação no encontro vai além do papel de espectador, que acreditem que
podemos construir um encontro nosso, conjuntamente. Vale ressaltar que
acreditamos que a participação não pode ser fragmentada tanto no encontro
“pronto”, como na construção do Encontro e da AGB.

Assim, o convite para fazer parte da Monitoria no XVI ENG está feito. A
tarefa principal

é contribuir para que o encontro funcione de forma orgânica, sem que os

monitores se transformem em funcionários que acabam precisando abrir mão

de participar das atividades do ENG para que isso ocorra.

Achamos que um outro tipo de Monitoria é possível.

As atividades necessárias são: viabilizar a programação do encontro (abrindo
as salas, checando se existe material de apoio para apresentação,
conversando com os debatedores, etc), auxiliar na estrutura de cada evento
(verificar se há água e café para os participantes, ter informações sobre
horários) e buscar informações pertinentes para sanar problemas dos
participantes. O Monitor fará parte do encontro numa espécie de Brigada, em
que todos se colocam à disposição para ajudar e para

discutir o que pode e deve ser feito.

Escolherá sua participação nas atividades, prioritariamente, por seu gosto

pessoal e desejo acadêmico. Ou seja, é o próprio Monitor quem escolherá a
atividade em que irá ajudar. E durante a realização dessas atividades o
Monitor terá total liberdade para assistir ao debate, fazer suas anotações e
perguntas, como qualquer outro encontrista. Ele só terá de se deslocar
daquele local caso ocorra algo que esteja

prejudicando a realização daquela atividade.

Infelizmente a identificação se faz necessária (ainda por definir), mesmo
que alguns participantes enxerguem os Monitores como empregados da
organização do encontro, o que esperamos que não se realize, pois a relação
não é de consumo. Também terão garantidas suas refeições nos dias em que
participarem como Monitores das atividades – a intenção é ter um grupo
grande de Monitores e, por conta disso, nem todos precisarão exercer a
função em todos os dias do encontro, muito pelo contrário.

Não será oferecida isenção na inscrição dos Monitores, pois não é uma
relação de troca que queremos. Também não vamos terceirizar a organização. A
intenção é simplesmente encontrar um grupo grande de pessoas que se sintam à
vontade para ajudar na construção do ENG, sem que elas tenham de receber
algo em troca – nem sejam cobradas depois por isso, como se prestassem um
serviço.

Para que tudo isso dê certo, é muito importante uma organização prévia e
muitas conversas antes da realização do ENG. Também serão feitos um
calendário de atividades e uma divisão prévia por gostos pessoais da
atividade em que cada um irá ajudar. Para isso, formamos uma pequena
comissão de monitoria, a partir da Seção Porto Alegre, para poder
sistematizar melhor nossas demandas. Não idealizamos o melhor encontro do
mundo, mas sim o melhor encontro possível, desde que as pessoas se sintam
parte do encontro, responsáveis por ele, e, ao mesmo tempo e por causa
disso, queiram aproveitar ao máximo as atividades que estão sendo
realizadas. Acreditamos que é uma

relação de responsabilidade e até paixão por aquilo que fazemos.

E aí, com certeza, será o melhor encontro do mundo!

Comissão de monitoria

AGB – Seção Porto Alegre

*Ficha de inscrição para monitoria*

*Nome completo: *

*Seção local:*

*E-mail:*

*Sócio na AGB e Inscrito no ENG?*

( ) Sim ( ) Não

*Apresenta trabalho?*

( ) Sim ( ) Não

*Caso sim, eixo de apresentação?*

*Podes ser monitor na sala em quem apresentarás teu trabalho? *

( ) sim ( ) Não

*Vegetariano? *

( ) sim ( ) Não

*Tamanho da camiseta (P M G):*

*Disponibilidade para atuar como monitor: (marque com “X” o turno
disponível)*

Domingo

Segunda

Terça

Quarta

Quinta

Sexta

Sábado

Manhã

Tarde

Noite

--
Renata Ferreira da Silveira
Geografia/UFRGS
Geografia/USP

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sábado, 19 de junho de 2010

ÉLISÉE RECLUS - A EVOLUÇÃO, A REVOLUÇÃO E O IDEAL ANARQUISTA

ÉLISÉE RECLUS


A EVOLUÇÃO, A REVOLUÇÃO E O IDEAL ANARQUISTA


Ente nós, revolucionários, um fenômeno análogo deve realizar-se; nós também devemos conseguir compreender com perfeita retidão e sinceridade todas as idéias daqueles que combatemos; devemos fazê-las nossa, mas para dar-lhes seu verdadeiro sentido. Todos os raciocínios de nossos interlocutores, retardados pelas teorias ultrapassadas, classificam-se naturalmente em seu verdadeiro lugar, no passado, não no futuro. Eles pertencem à filosofia da história”. (RECLUS. 2002. p. 41).


A evolução é movimento infinito de tudo o que existe, a transformação incessante do Universo e de todas as suas partes desde as origens eternas e durante o infinito dos tempos. As vias lácteas que surgem nos espaços sem limites, que se condensam e se dissolvem durante os milhões e os bilhões de séculos, as estrelas, os astros que nascem, que se agregam e morrem, nosso turbilhão solar com seu astro central, seus planetas e suas luas, e, nos limites estreitos de nosso pequeno globo terráqueo, as montanhas que surgem e desaparecem de novo, os oceanos que se formam para em seguida secar, os rios que se vê formar nos vales, depois secar como o orvalho da manhã, as gerações das plantas, dos animais e dos homens que se sucedem, e nossos milhões de vidas imperceptíveis, do homem ao mosquito, tudo isto nada mais é senão um fenômeno da grande evolução, arrastando todas as coisas em seu turbilhão sem fim”. “Em comparação com este fato primordial da evolução e da vida universal, o que são todos estes pequenos acontecimentos denominados revoluções: astronômicas, geológicas ou revoluções políticas? Vibrações quase insensíveis, aparências, poder-se-ia dizer. É por miríades e miríades que as revoluções se sucedem na evolução universal; mas, por mínima que sejam, elas fazem parte deste movimento infinito”.


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O mundo atual se divide em dois campos:

aqueles que agem de maneira a manter a desigualdade e a pobreza, isso é, a obediência e a miséria para os outros, as fruições e o poder para eles mesmos;

e aqueles que reivindicam para todos o bem-estar e a livre iniciativa.

Na grande família da humanidade, a fome não é unicamente o resultado de um crime coletivo, é ainda um absurdo, pois os produtos ultrapassam duas vezes as necessidades de consumo.

Tendo a evolução econômica contemporânea justificando-nos plenamente em nossa reivindicação de pão, resta saber se ela justifica-nos igualmente em outro domínio de nosso ideal, a reivindicação de liberdade.

Nem só de pão vive o homem’, diz um velho provérbio, que permanecerá sempre verdadeiro, a menos que o homem regresse à pura existência vegetativa.

Mas qual é, então, está substância alimentar indispensável fora o alimento material?

A Igreja de todos os cleros prega-nos que é a ‘Palavra de Deus’;

O Estado determina-nos que é a ‘Obediência às Leis.

Esse alimento que desenvolve a mentalidade e a moralidade humanas é o ‘fruto da ciência do bem e do mal, que a mitologia greco-judaico-cristã e de todas as religiões que deles derivam nos proíbe, como alimento venenoso por excelência, como peçonha moral viciando todas as coisas, e, até mesmo, ‘a terceira geração’, a descendência daquele que a provou!

Aprender.

Eis o crime segundo a Igreja, o crime segundo o Estado, o que quer que possam imaginar padres e agentes de governo que absorveram, apesar disso, esses germes de heresia.

Aprender.

Ai está, ao contrário, a virtude por excelência para o individuo livre, desligando-se de toda autoridade divina ou humana: ele rejeita igualmente aqueles que, em nome de uma ‘Razão suprema’, arrogam-s o direito de pensar e falar por outrem, e aquele que, em nome da vontade do Estado, impõem leis, uma pretensa moral exterior, codificada e definitiva.

Pensar, falar, agir livremente’ em todas as coisas. O ideal da sociedade futura, em contraste com a sociedade atual, define-se da maneira mais clara! De uma só vez o evolucionista, tornando-se revolucionário, separa-se de toda a igreja dogmática, de todo corpo estatutário, de todo agrupamento político de clausulas obrigatórias, de toda associação, publica ou secreta, na qual o societário deve começar por aceitar sob pena de traição, ordens incontestes.

Assim o homem que quer realmente desenvolver-se como ser moral deve defender exatamente o contrário do que recomendam a Igreja e o Estado: ele deve pensar, falar, agir livremente. Estas são as condições indispensáveis de todo o progresso. A plena e absoluta liberdade de exprimir seu pensamento em todas as coisas, ciência, política, moral, sem outra reserva alem daquela de seu respeito por outrem”. (RECLUS. 2002).


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ÉLISÉE RECLUS - Eminente geógrafo, intelectual e anarquista francês. Nasceu em 15 de março de 1830. Filho de um pastor protestante estudou na Universidade em Montauban e Berlin. Em 1864 conheceu M. A. Bakunin, de quem se tornaria amigo e companheiro até à morte, sendo o orador no seu sepultamento. Sendo já um reconhecido geógrafo, participou ativamente da Comuna de Paris de 1871. Aprisionado, foi condenado a degredo, mas um amplo movimento internacional, reunindo intelectuais de vários países, conseguiu que a pena fosse comutada em expulsão para a Suíça. Viajou por todo o mundo, durante o trabalho de pesquisa que fez para preparar a Nova Geografia Universal, aproveitando esse fato para estabelecer contatos com os núcleos anarquistas dos países por onde passava. Esteve em Portugal nos anos de 1886 e 1887 tendo incentivado os primeiros grupos anarquistas a se organizarem de forma autônoma e, em 1893, esteve no Brasil, Uruguai, Argentina e Chile. No ano seguinte participou da fundação da Universidade Livre de Bruxelas onde seria professor. Tal como seus outros irmãos, em particular o fourierista e libertário Élie Reclus, Élisée foi um dos expoentes intelectuais do anarquismo do século XIX. Suas obras O Homem e a Terra e A Montanha, tal como muitas de suas reflexões nos seus textos geográficos, que o tornaram um dos fundadores da moderna geografia humana, são exemplos de uma visão precursora da ecologia. De sua autoria foi publicado no Rio de Janeiro, em 1900, Estados Unidos do Brasil, o capítulo da Nova Geografia Universal referente ao país. Destaca-se ainda seu livro Evolução, Revolução e Ideal Anarquista. Morreu em Bruxelas a 4 de julho de 1905.


RECLUS, Élisée. A evolução, a revolução e o ideal anarquista. Imaginário. São Paulo. 2002. 131p.


PS.:

1) Aos discípulos de Platão e Iluministas de plantão que sonham diuturnamente com uma ‘elite intelectual’ no Poder (estilo ‘vanguarda’ marxista-leninista), por favor, aqui falamos de evolução como ‘movimento infinito de tudo o que existe’ e de miríades e miríades derevoluções que se sucedem na evolução universal. “Utilizar-se de fuzis, baionetas e canhões” conforme transcreveu, de Marx-Engels, Lênin em seu opúsculo O Estado e a Revolução à página 77 não é senão – justamente – opor-se a (r)evolução??? Vsevolod Mikailovitc Eichenbaum (Volin) – um dos fundadores do primeiro soviet livre em 1905 – argumenta corroborado, hoje, pela História do século XX, que a retirada de “todo poder aos soviet” foi um desserviço, um crime contra a evolução. (VOLIN. 1980. A revolução desconhecida [1]).

2) Um argumento de Camus que pode ajudar no entendimento da história da primeira metade do século XX: “O escravo, na verdade, não está ligado a sua condição, ele quer mudá-la. Ele pode, portanto educar-se, ao contrário do senhor; o que se denomina história não é mais que a seqüência de seus longos esforços para obter a liberdade real. (...) A história identifica-se, portanto, com a história do trabalhado e da revolta. Não é de admirar que o marxismo-leninismo-[stalinismo, acrescento] tenha tirado dessa dialética o ideal contemporâneo do soldado-operário”. (CAMUS, Albert. O homem revoltado. 6ª ed. Record. Rio de Janeiro. 2005. 351p)...Soldado-operário como sabemos, leitor amigo, é o antípoda do homem revoltado... aquele que, em Camus, “(...) cria a verdadeira revolta que é, por sua vez, criadora de valores”. (CAMUS. 2005. p. 203).

3) Falemos de O homem revoltado camusiano... revolta, evolução-revolução não é uma outra história... em uma outra oportunidade... obrigado pela paciência e por ter conseguido chegar até aqui...

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terça-feira, 15 de junho de 2010

EDITAL PROFESSOR EFETIVO - UVA

BAIXE O EDITAL DO CONCURSO PARA PROFESSOR EFETIVO DA UVA.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

NOTÍCIAS CCH

NOTÍCIAS DO CCH


  • Informamos que a partir de hoje, com a chegada de um novo bolsista, o Laboratório de Informática passará a funcionar nos seguintes horários e dias: 08h às 11h, 14h às 17h e 18h30 às 21h30, de segunda a sexta-feira.

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quarta-feira, 2 de junho de 2010

RESULTADO DAS ELEIÇÕES

o CAGEO-UEVA anuncia a chapa vitoriosa:


CHAPA 1: “Mudar o pensar para pensar o mudar”

Eduardo Marques

(Coordenador Geral)
Hortência Rodrigues

(Coordenador de Arquivos e Secretaria)

Diógenes Catunda

(Coordenador de Finanças)

Gilton Viana

(Coordenador de Assuntos Estudantis Político-Socioculturais)

Domingos Sávio

(Coordenador de Saúde, Esportes, Comunicação.)

André Ivo Moura

(Coordenador de Formação)

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